terça-feira, 1 de agosto de 2017

Complexo Veadeiros – o paraíso existe

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Este passeio foi realizado há bastante tempo atrás, quando tivemos o privilégio de conhecer as belas cachoeiras do Complexo Veadeiros. O lugar é realmente espetacular, com ótimos pontos para banho e de fácil acesso. São menos de 10km de carro descendo estrada de terra em boas condições.




Antes, porém, saindo do Sítio Amarelo, fizemos uma caminhada por área de reserva na Serra Geral do Paranã, observando paisagens exuberantes do Cerrado, exercitando o corpo e recebendo boas energias da Mãe Terra.


No percurso, apreciamos um cenário repleto de rochas grandiosas. Uma típica fitofisionomia do bioma da região, o chamado "Cerrado Rupestre".



Após a caminhada, dirigimos até o Complexo Veadeiros. A primeira cachoeira é esplêndida, com cerca de 20m de altura. Em um dia de sol como foi aquele, o local se revela paradisíaco. Água cristalina, refrescante. Uma brisa benfazeja alivia o cansaço e acolhe a todos. Hora de nadar e megulhar. Nas pedras que margeiam o poço, crianças e adultos conversam e brincam. Um dia perfeito!




Nessas horas, de simples e pura paz, temos a chance de perceber a riqueza que nos rodeia, mas – muitas vezes – passa despercebida, como a delicadeza do pouso da borboleta. Uma comunicação sem palavras. Real interação com os entes da natureza...

Na sucessão de quedas d'água, há um excelente ponto, onde é possível sentar e aproveitar uma relaxante hidromassagem. Mesmo na grande cachoeira, a água cai com força moderada e, com um pouco de cuidado e esforço, é possível desfrutar da chuveirada natural.

Naquela ocasião, a segunda cachoeira do Complexo Veadeiros ainda não tinha um acesso preparado. Apenas era possível vê-la por cima. Dava para perceber que o poço que se forma é maior do que o da primeira etapa. São quase 30 metros de água deslizando sobre as pedras até a formação da bela piscina natural. Atualmente, a administração do local providenciou uma escadaria de madeira e este ponto pode ser facilmente acessado pelos visitantes.



Complexo Veadeiros
Informações: várias cachoeiras e piscinas naturais. Para chegar ao local, são cerca de 10km de carro em estrada não pavimentada de fácil acesso.
Ingresso: R$ 30



IMPORTANTE: nunca deixe lixo nas trilhas e cachoeiras que visitar. Lembre-se sempre de levar uma sacola, recolha todo o resíduo (inclusive aquele que porventura encontrar pelo caminho) e o deposite em local adequado quando retornar à cidade. Respeite a natureza!!! Lugar de lixo é na lixeira!!! O Cerrado agradece!!!

Cachoeira do Label - a maior do Centro-Oeste

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Dos atrativos naturais do município de São João D’Aliança – portal da Chapada dos Veadeiros –, a Cachoeira do Label é certamente um ponto indispensável no roteiro e que muito agradará o visitante. Protegida pelas matas e grandiosos rochedos da Serra Geral do Paranã, lugar que ainda abriga uma vasta variedade da fauna e flora nativas do Cerrado, essa queda d’água de 187 metros de altura compõe um dos mais belos cenários do Centro-Oeste brasileiro.

Formada pelo Rio Extrema, a Cachoeira do Label é a mais alta da região central do país. O acesso se dá por 26km de carro em estrada não pavimentada. A trilha interna tem 1,8km, com médio grau de dificuldade. O nome Label vem de uma comunidade quilombola que se localizava na região do topo da cachoeira. Ainda existem vestígios da ocupação no local.



Mirante do Label
Em sentido oposto à cachoeira, está o Mirante do Label. Com 442m de altura e 1.050m de altitude em relação ao nível do mar, o mirante tem vista para a queda d'água e para o Vale do Paranã, exibindo rara beleza cênica.


Para alcançar o topo do mirante, são 10km em trecho pavimentado e 12km em estrada de terra, a partir da sede de São João D'Aliança, além de uma trilha interna de 11km, que leva em média 2h30min para ser percorrida. A região do Label é ainda frequentada por felinos de grande porte, como a onça-pintada.



Ah... de mirantes

Montes uivantes e audazes
que calam o bramido dos ventos
Ocultam de nobres e da plebe
meus ais, meus risos e lamentos
Quisera ser eu como sois

Titãs

em beleza, vigor e silêncio


Kiko di Faria



Cachoeira do Label
Informações: uma exuberante queda d'água com 187 metros de altura, situada na Reserva Belatrix. Para chegar à cachoeira, são 26km de carro em estrada não pavimentada. A trilha interna tem 1,8km com médio grau de dificuldade. Há área de camping e serviço de alimentação.
Reserva Belatrix: 062-9-9631-3806 (Mariana) ou 062-9-8452-2402 (Marcelo)

IMPORTANTE: nunca deixe lixo nas trilhas e cachoeiras que visitar. Lembre-se sempre de levar uma sacola, recolha todo o resíduo (inclusive aquele que porventura encontrar pelo caminho) e o deposite em local adequado quando retornar à cidade. Respeite a natureza!!! Lugar de lixo é na lixeira!!! O Cerrado agradece!!!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Cachoeira do Cantinho – majestade das águas

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Em uma manhã de outubro, no auge da seca do Cerrado, fizemos a primeira visita à Cachoeira do Cantinho. Era grande a curiosidade, pois há tempos apreciávamos as belas fotos do lugar. No entanto, não existe cartão-postal que se aproxime de um real passeio de campo. E, em se tratando da queda de maior volume d'água em São João d'Aliança – portal da Chapada dos Veadeiros, o trajeto compensa desde o início.



É preciso atenção na breve viagem. Após 2km de asfalto a partir da saída da cidade, são pouco mais de 40km em estrada de chão. A qualidade da pista de terra é razoável e permite que qualquer carro faça o percurso, mas algumas pontes no caminho, além do trânsito de caminhões e outros veículos, exigem atenção extra do condutor. O segredo é não ter pressa, trafegar em baixa velocidade e observar a vista.

A paisagem do caminho revela um aspecto preocupante da realidade do Cerrado. São vastas áreas dedicadas à agropecuária. A vegetação nativa se restringe a poucas manchas. Ainda assim, é possível apreciar a beleza de alguns morros, colher cajus silvestres à margem da estrada e até mesmo se deparar com grupos de emas pastando em meio às plantações. A própria Cachoeira do Cantinho esteve ameaçada há alguns anos, quando foi projetada a instalação de uma miniusina hidrelétrica no local. Felizmente, a ideia foi abandonada, preservando esse santuário natural.

A chegada à fazenda onde está localizada a Cachoeira do Cantinho, no entanto, é uma grata surpresa. A área ainda mantém a mata preservada. As nuances do relevo atraem a atenção, apresentando belas veredas. A essa altura, a calmaria já domina o trajeto. É hora de estacionar o carro e completar o percurso em uma breve caminhada.

A trilha até a cachoeira é percorrida em menos de uma hora. O Rio Cachoeirinha nos acompanha à esquerda, em meio a paredões de rochas escuras. Em determinado ponto do caminho, descemos até o leito do rio e caminhamos entre as pedras do curso d'água em direção à cachoeira. Esse é o trecho que exige maior cuidado para evitar escorregões e quedas perigosas. Seguindo com atenção, no entanto, o desafio pode ser vencido sem maiores complicações.



À medida que nos aproximamos do objetivo, a beleza da paisagem emociona. A Cachoeira do Cantinho se apresenta colossal e exuberante. Na estação de seca, quatro fios d'água se distinguem na queda de 30 metros de altura. Na temporada de chuvas, com o rio cheio, forma-se uma grande hidromassa, que torna o local comparável a uma catarata.

O poço de coloração esverdeada é amplo e profundo – um convite natural e irresistível para boas nadadas e um banho refrescante, após o longo percurso sob calor. Aos poucos, vamos desvendando os detalhes do local, os pontos onde é possível buscar apoio e contemplar os diferentes ângulos da paisagem.

Com cuidado e apoiado de forma segura nas pedras, é possível se aproximar da cachoeira e desfrutar a chuveirada nos trechos mais suaves. Por trás da queda d'água, há uma grande abertura na rocha, onde diversos pássaros se abrigam – uma gratificante visão da natureza.

O sol banha toda a área da cachoeira de forma generosa ao longo de boa parte do dia, mas há alguns cantinhos de sombra para descansar, conversar e fazer um lanche revigorante. Próximo do fim da tarde, é hora de iniciar o percurso de volta. O sol vai caindo devagar às nossas costas durante o retorno. É um belo entardecer, que nos oferece a certeza de retornar em breve. Afinal, os prazeres da vida exigem uma nova vez.

Cachoeira do Cantinho
Características: no Rio Cachoeirinha, em fazenda localizada a cerca de 45km do centro do município de São João d’Aliança, é a queda d'água de maior volume da região. A cachoeira tem cerca de 30 metros de altura, apresentando um poço amplo e profundo de água de tonalidade esverdeada.
Contato: 062-9-9846-1082 (Zéria)

IMPORTANTE: nunca deixe lixo nas trilhas e cachoeiras que visitar. Lembre-se sempre de levar uma sacola, recolha todo o resíduo (inclusive aquele que porventura encontrar pelo caminho) e o deposite em local adequado quando retornar à cidade. Respeite a natureza!!! Lugar de lixo é na lixeira!!!
O Cerrado agradece!!!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Cachoeira do Bonito - passeio de família

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A Cachoeira do Bonito é um dos atrativos naturais de mais fácil acesso no município de São João d’Aliança. Ela está localizada em uma fazenda particular a apenas 11km do centro da cidade.



Com estrada em boas condições e uma pequena trilha facilmente percorrida até por crianças, a Cachoeira do Bonito (que tem este nome por conta do rio homônimo que a abriga) apresenta duas formosas quedas d’água, com cerca de 7 metros de altura, e um amplo poço cristalino. É um convite irresistível para bons e refrescantes banhos. Antes, durante a rápida caminhada, observa-se espécies nativas do Cerrado, como baruzeiros e buritis, e uma paisagem típica de veredas.

Na sequência do curso d’água da Cachoeira do Bonito, há excelentes pontos para aproveitar uma gostosa hidromassagem. A correnteza suave, a profundidade rasa e as inúmeras pedras que servem de apoio tornam o local ideal para a visitação de turistas de todas as idades. A vegetação nativa do Cerrado margeia o rio, proporcionando um clima agradável e uma bela paisagem.

Cachoeira do Bonito
Características:
no Rio Bonito, em fazenda localizada a apenas 11km do centro do município de São João D’Aliança, duas quedas de água cristalina formam um amplo poço rodeado por rochas grandiosas. A cachoeira tem cerca de 7 metros de altura. Há diversos pontos de profundidade rasa para aproveitar hidromassagem, o que torna o local ideal também para crianças.
Contatos: 062-9-9679-1905 (Ísis) / 062-9-9695-2762 (Maurício)



IMPORTANTE: nunca deixe lixo nas trilhas e cachoeiras que visitar. Lembre-se sempre de levar uma sacola, recolha todo o resíduo (inclusive aquele que porventura encontrar pelo caminho) e o deposite em local adequado quando retornar à cidade. Respeite a natureza!!! Lugar de lixo é na lixeira!!! O Cerrado agradece!!!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Dominguinhos - diversão bem pertinho

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O Rancho do Dominguinhos é um dos points mais acessíveis e populares de São João D'Aliança, portal da Chapada dos Veadeiros. Fica a apenas 6km do centro do município, sendo cerca de metade do trajeto feito em estrada de terra. Os atrativos naturais são formados por pequenas cascatas e piscinas naturais no Rio Carestia. Os pontos de banho variam entre rasos e mais profundos, tornando o local ideal para frequentadores de todas as idades.



Durante os fins de semana, o lugar costuma ficar bastante movimentado. Por isso, para quem busca um contato mais intimista e tranquilo com a natureza, a recomendação é visitar o Rancho do Dominguinhos de segunda a sexta-feira, quando o local está bem mais tranquilo. A paisagem do Cerrado na região chama bastante a atenção: grandes buritis e outras espécies arbóreas nativas constituem o típico ambiente de veredas. Cenário ideal para a contemplação meditativa e registrar belas fotos.

O poço principal é amplo e permite boas braçadas para quem aprecia a prática de natação. O sol alcança a área com generosidade, garantindo o bronzeado dos frequentadores. Ou seja, atividade física e vitamina D sob medida para favorecer a saúde.

Rancho do Dominguinhos
Características: no Rio Carestia, a apenas 6km do centro do município de São João D’Aliança, o atrativo é constituído por pequenas cascatas e piscinas naturais.

IMPORTANTE: nunca deixe lixo nas trilhas e cachoeiras que visitar. Lembre-se sempre de levar uma sacola, recolha todo o resíduo (inclusive aquele que porventura encontrar pelo caminho) e o deposite em local adequado quando retornar à cidade. Respeite a natureza!!! Lugar de lixo é na lixeira!!! O Cerrado agradece!!!

sexta-feira, 20 de março de 2015

O galinheiro e o espetacular lobo-guará

Quem tem roça precisa de galinheiro. Esse espaço fascinante oferece produtos indispensáveis para uma boa vida no campo: alimentos e adubo. As aves trabalham ainda na limpeza do terreno, eliminando parte da vegetação rasteira e diversos insetos.

No Sítio Amarelo, a atividade com galinhas começou em julho de 2012. De lá pra cá, a experiência evoluiu bastante, com alguns obstáculos superados e um incremento constante da produtividade. O início foi tímido e precário. Eram apenas cinco aves e um pequeno cercado perto da casa, com o objetivo principal de eliminar o mato.

No entanto, não demorou muito para o primeiro desafio se apresentar. Numa região privilegiada, com bastante Cerrado ainda preservado, a fauna nativa está sempre por perto. Um lobo-guará logo acabou atraído pelas apetitosas aves. Certa noite, com a ajuda de um arbusto, o bicho escalou a cerca do pequeno galinheiro e passou para dentro. As galinhas se agitaram. O dono da casa pegou uma lanterna e, sem saber o que acontecia, foi dar uma olhada. No quintal mal iluminado, viu um animal grande, peludo e dourado. Entre os dentes, carregava o coitado do Melodia (era esse o nome do galo).

O homem começou a esbravejar. O lobo-guará se assustou e correu de um lado para o outro, batendo de cabeça, com violência, contra a tela de arame. Era uma cena selvagem e espetacular. Na terceira tentativa, o bicho arrebentou a cerca e fugiu. A uma certa distância, parou e olhou para trás, talvez pensando em recuperar a ave abatida. O dono da casa gritou mais uma vez e o animal se refugiou na escuridão da mata.

Estava evidente que o galinheiro precisaria passar por sérios ajustes, caso se desejasse algum retorno produtivo. Uma nova área foi delimitada: maior e mais distante da casa – como deve ser. A cerca ganhou reforço, com uma tela reforçada na parte inferior. Usando estacas de bambu, barro e telhas de papelão reciclado, construiu-se o indispensável abrigo para as aves. Finalmente, nascia um galinheiro minimamente digno e respeitável.

O lobo deixou de ser problema. Uma vez ou duas, foi visto rondando a cerca, espiando as galinhas, mas não mais invadiu o espaço. Outros animais menores, no entanto, passaram a incomodar. Primeiro, o lagarto tiú (ou teiú), um voraz devorador de ovos. Mas pedras e galhos vedando bem o pé do cercado se mostraram uma solução satisfatória para afastar o réptil. Contudo, gaviões e alguns gambás ainda provocam certo prejuízo. Num sistema que se pretende orgânico, não tem jeito: 10% fica com a natureza. O restante é lucro!

sábado, 17 de maio de 2014

Um lugar para organizar a bagunça

No princípio, era o Cerrado... mas algumas toras de
eucalipto chegaram para incrementar a paisagem.

E sob o sol, com suor e técnica, em uma semana,
fez-se a estrutura para o telhado.

Debaixo de uma sombra acalentadora, pés vigorosos misturaram a terra e confeccionaram uma nova geração de adobes. Sobre o alicerce de rocha, ergueram-se as paredes que serviriam ao indispensável galpão do Sítio Amarelo – afinal, é necessário um local para bem guardar os materiais de trabalho.

Um lado por vez, a composição avançou zelosamente. Com esmero, peças de vidro foram reaproveitadas para acrescentar brilho e luz à obra.

E tendo o céu como testemunha, garrafas se uniram aos adobes para oferecer cores e formas herméticas às vigorosas paredes. Homens passarão sobre a terra, a obra será esposa do tempo.

Para fechar a empreitada, um portão de chapa de zinco sobre trilhos e calhas para coletar a água da chuva. Uma construção dará início a outras e conexões entre diversos elementos proverão fartura e sustentabilidade.