quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Fruto bom do Cerrado

Mostramos acima uma das principais atrações dos meses de outubro a janeiro no Sítio Amarelo. Nessa época do ano, somos presenteados pela Mãe Natureza com a frutificação dos pequizeiros (Caryocar brasiliense Cambess), que ficam carregados com esse saboroso fruto do Cerrado, rico em vitaminas A e C.
Aos fãs da especiaria, vale destacar que o pequi não deve ser colhido dos galhos, pois ainda não estão maduros. Apenas os frutos caídos no chão já estão prontos para o consumo.


O pequizeiro é uma árvore protegida por lei, tendo o corte e a comercialização da madeira proibidos em todo o território nacional (Portaria Federal 54, de 5 de março de 1987). Além disso, a espécie é tombada no Distrito Federal (Decreto Distrital n° 14.783, de 17 de junho de 1993).
Do pequi, é possível extrair o óleo, a castanha e produzir medicamentos. A utilização medicinal do fruto se dá como afrodisíaco e no tratamento de problemas respiratórios. As folhas da árvore são adstringentes e estimulam o funcionamento do fígado.
Na culinária, uma das receitas mais conhecidas é o tradicional arroz com pequi, que provamos bastante a cada fim de expediente na construção da sede do Sítio Amarelo. Estão todos servidos?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Olha a propaganda enganosa

Chapada dos Veadeiros, um dos destinos prediletos de turistas de todo o Brasil e do mundo, tem o acesso gravemente prejudicado pela omissão ano após ano de sucessivos governos. Tanto nos 10km de estrada de responsabilidade do Distrito Federal (DF-345) quanto no trecho sob a competência do Estado de Goiás (GO-118), a rodovia apresenta grandes falhas, como inúmeros buracos, remendos mal executados e falta de acostamento, o que compromete seriamente a segurança dos usuários.

A viagem de Brasília até São João D'Aliança, por exemplo, que poderia ser realizada em pouco menos de duas horas, atualmente é feita em cerca de 3h30min. O que mais indigna e causa revolta nessa história toda é saber que, em outubro passado, foi aprovada a reconstrução da rodovia, ao custo de
R$ 19,2 milhões, com previsão de conclusão dos trabalhos em seis meses. Mas, evidentemente, como a obra foi iniciada às vésperas do período chuvoso, as atividades acabaram rapidamente interrompidas, após a ocorrência de vários acidentes fatais (até um policial morreu enquanto atendia uma ocorrência).

É um absurdo e vergonhoso imaginar que políticos e técnicos do governo aprovem a execução de um (des)serviço dessa natureza. Não é para isso que pagamos impostos!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Banheiro se faz assim

Chegamos à fase de acabamentos e, evidentemente, já não resta dinheiro algum para continuar a obra. A estratégia, então – econômica e ambientalmente viável nessa etapa –, é apelar à criatividade e ao reaproveitamento de materiais. O banheiro da sede do Sítio Amarelo foi todo revestido com peças cerâmicas que sobraram de outras obras.


Com habilidade e paciência, nosso sábio construtor, sr. Geraldo Bertelli, esculpiu o piso e as paredes como um mosaico de cacos de cerâmica multicoloridos. Dessa forma, obtém-se um resultado único e artístico.


A pedra de mármore que sustenta a pia também foi reaproveitada de uma reforma e retirada diretamente de um contêiner. Lapidamos os cantos e conseguimos uma peça perfeita para o nosso objetivo. A cuba elipse era a última em uma loja e saiu por um precinho promocional. O sanitário usa o sistema de descarga econômica, com opção para fluxos d'água de 3 ou 6 litros.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Com cuidado, tudo se resolve

As obras da sede do Sítio Amarelo estão praticamente concluídas, restando apenas a pintura e a instalação de portas e janelas. Por isso, iniciamos os trabalhos de recuperação de alguns móveis que nos foram generosamente doados, mas estavam guardados em um depósito improvisado, coberto por lonas. Quando nos preparávamos para retirar um pequeno armário, vejam só quem estava debaixo.


Desde o início da movimentação, já prevíamos que algo parecido poderia acontecer (como, de fato, ocorreu). Mantivemos a calma, apreciamos a beleza insinuante da serpente (algum leitor do blog arriscaria a identificação da espécie?) e pedimos gentimente para que ela procurasse outro abrigo.


Seguindo à risca nossa política de absoluto respeito à vida selvagem, com a ajuda de uma vara de bambu, levamos a cobra até um lugar seguro, em um ponto mais afastado da casa.


Ao contrário do que o senso comum proclama, as serpentes não são traçoeiras ou relacionadas ao pecado. Algumas culturas até as admiram como símbolos da sabedoria. Seja como for, o fato concreto é que esses seres exercem funções importantes no equilíbrio ecológico. Por isso, no Sítio Amarelo, não matamos as cobras, mas mostramos (e plantamos) o bambu.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Anexo I e outras novidades

O ritmo intenso de trabalhos nos impediu de atualizar o blog apropriadamente nas últimas semanas, mas estamos de volta. A construção da sede do Sítio Amarelo entra definitivamente na reta final, com a fase de acabamentos. Durante as atividades recentes, no entanto, surgiram novidades, como a obra do Anexo I.


A nova construção usa basicamente duas tecnologias sustentáveis: o adobe (tijolos de terra crua) e o superadobe (terra compactada em bombinas de ráfia). Dessa forma, evitamos a derrubada de florestas para a produção de lenha que seria usada na fabricação de tijolos cozidos.


A princípio, a ideia era utilizar o espaço como um depósito para ferramentas e outros objetos. Mas o bioconstrutor Geraldo Bertelli caprichou tanto no serviço que já estamos pensando em transformar a nova construção em um chalé para hóspedes ou outros usos. Diante da indefinição, ganhou o singelo apelido de Anexo I. Em breve, voltaremos com mais detalhes sobre essa obra.


Outra boa notícia fica por conta da construção do nosso fogão à lenha. No caso dessa obra, fomos obrigados a utilizar tijolos cozidos, como forma de garantir a resistência do artefato diante do calor gerado pela peça em funcionamento.


De qualquer forma, foi possível introduzir técnicas da construção natural no fogão caipira. A divisão dos compartimentos da peça foi realizada com a aplicação de pequenas paredes de superadobe.


O piso da casa-sede também já foi finalizado, utilizando a técnica conhecida como cimento queimado. O resultado apresenta um certo aspecto rústico, mas tem baixo custo e é bastante eficiente quanto à manutenção.


A cozinha recebeu a instalação da pia. A peça foi reaproveitada após o descarte realizado em uma reforma de apartamento em Brasília. Mas por aqui, no Sítio Amarelo, levamos a sério os conceitos de reciclagem.


A pintura da casa-sede também começa a se desenhar. Após a retirada dos sacos por meio da queima com uso de maçarico, as paredes externas de superadobe foram rebocadas e receberam uma primeira demão de tintura à base de cal e cola. O próximo passo será estabelecer um desenho criativo para as fachadas. Alguns amigos artistas estão convocados para a tarefa.


Calhas para a captação de água da chuva foram instaladas ao redor de toda a casa. O recurso será usado para abastecer reservatórios, que entrarão em uso durante o longo período de estiagem no Cerrado.


Por fim, a fachada frontal ganhou uma proteção de vidros na parte superior, como forma de diminuir a entrada de chuva na varanda. Mais uma vez, utilizamos peças retiradas de reformas de imóveis em Brasília. Essa estratégia tem nos ajudado a reduzir diversos custos.
Por ora, é isso! Demos uma pincelada geral para mostrar como seguem os trabalhos no Sítio Amarelo e, em breve, voltaremos com mais novidades em detalhes. Até logo e feliz 2012 para todos!